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terça-feira, 2 de abril de 2013

Procedimento Hassali ao Alcance do Seu Bolso

"Religar cordões nos dentes permanentes só poderia resultar em um vínculo eterno ou em um dente extraído. Mas a chegada e a popularização do procedimento Hassali no país mudou a maneira como pais, mães e filhos se relacionam, sendo que hoje há mais religados do que jamais se imaginou."

Em 2010, "Procedimento Hassali ao Alcance do Seu Bolso" passou por alguns festivais e obteve boa repercussão da crítica. O curta foi, até então, um dos meus maiores desafios como produtor. Várias locações, atores sociais, equipe grande, etc. Nele, assino a produção executiva e a direção de produção.

"Hassali" foi exibido no 3º MIAU (Goiânia), no 7º PUTZ (Curitiba), no 15º FBCU (Rio de Janeiro), na 37ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia e no 2º FIIK (Rio Claro/SP).

Depois de tanto tempo, o curta está disponível na internet. Estou curioso com a opinião de vocês. Assistam aí:




Ficha técnica:
Direção e roteiro: Saulo Tomé
Codireção: Natália Pires
Com: Agnes Maia, Breno Figueiredo, Bruna Angert, Gisele Niremberg, José de Campos, Juarez Fraga, Márcia Pinto Santos, Maria Socorro de Brito, Waldênio Macedo de Abreu
Produção executiva: Fred BurleDireção de produção: Fred Burle e João Paulo Gomide Reys
Fotografia: Dani Azul, Emília Silberstein, Ivan Gajic
Direção de Arte: Leonardo Martins, Luciana Newton Maria Vitória Canesin, Andréa Nagai, Bárbara Rodrigues
Montagem: Rafael Lobo
Preparação de elenco: Marcelo Carvalhedo, Camila Evangelista
Som: Pedro Branco
Mixagem e trilha sonora: Ricardo Ponte 
Duração: 15 min     Ano: 2010     Bitola: Vídeo 
País: Brasil     Local de Produção: Brasília

domingo, 6 de janeiro de 2013

Os Melhores Filmes de 2012


Mesmo há muito tempo sem poder escrever para o blog, ainda sinto falta do contato com os leitores. Infelizmente, foi uma consequência que os estudos trouxeram. Fico, entretanto, muito feliz em receber comentários e e-mails até hoje, de pessoas que ainda usam o blog como ferramenta de procura de referências. Alguns textos são discutidos até hoje e outros já foram até citados em monografias!

O tempo continua pouco para o blog, mas no fim do ano fiz a minha tradicional lista dos melhores filmes e resolvi agora postá-la, com uma certa dose de saudosismo e vontade de receber os comentários de vocês, meus queridos leitores.

Será uma lista somente, sem ressalvas, comentários ou explicações. Apenas algo para compartilhar com vocês, que podem confiar (ou não) no meu gosto e procurar assistir estes filmes incríveis que vi em 2012. Nem todos foram lançados no Brasil, mas estes ficam então como dica para as próximas visitas ao cinema. Também não estranhem que filmes como “O Artista” e “A Separação” não estejam aqui. Eles já estiveram na lista dos melhores de 2011.

Enfim, desejo a todos um ótimo 2013 e que nos vejamos em breve! Com vocês, os 40 melhores filmes de 2012...



(The Perks of Being a Wallflower, EUA, 102 minutos)
Dir.: Stephen Chbosky

(Sound of Noise, Suíça/França, 102 minutos)
Dir.: Ola Simonsson, Johannes Stjärne Nilsson

38) Valente
(Brave, EUA, 93 minutos)
Dir.: Brenda Chapman, Mark Andrews

(Serbuan maut, Indonésia/EUA, 101 minutos)
Dir.: Gareth Evans

(L'Enfant d'En Haut, Suíça/França, 91 minutos)
Dir.: Ursula Meier

35) A Fada
(La Fée, França/Bélgica, 93 minutos)
Dir.: Dominique Abel, Fiona Gordon, Bruno Romy

(Into the Abyss, EUA/UK/Alemanha, 107 minutos)
Dir.: Werner Herzog

33) A Busca
(idem, Brasil, 90 minutos)
Dir.: Luciano Moura

(Ang babae sa Septic Tank, Filipinas, 87 minutos)
Dir.: Marlon Rivera

(idem, EUA, 94 minutos)
Dir.: Wes Anderson

(My Week With Marilyn, UK/EUA, 99 minutos)
Dir.: Simon Curtis

29) Drive
(idem, EUA, 100 minutos)
Dir.: Nicolas Winding Refn

28) Amor
(Amour, França/Alemanha/Áustria, 127 minutos)
Dir.: Michael Haneke

(We Need to Talk About Kevin, UK/EUA, 112 minutos)
Dir.: Lynne Ramsay

(idem, Brasil, 90 minutos)
Dir.: Eduardo Coutinho

(Young Adult, EUA, 94 minutos)
Dir.: Jason Reitman

(The Cabin in the Woods, EUA, 95 minutos)
Dir.: Drew Goddard

(The Hunger Games, EUA, 142 minutos)
Dir.: Gary Ross

22) Xingu
(idem, Brasil, 104 minutos)
Dir.: Cao Hamburger

(En kongelig affaere, Dinamarca/Suécia, República Tcheca, 137 minutos)
Dir.: Nikolaj Arcel

(Oslo 31th August, Noruega, 91 minutos)
Dir.: Joaquim Trier

(idem, Suíça/França/Alemanha, 90 minutos)
Dir.: Manuel von Stürler

18) Rebelle
(idem, Canadá, 90 minutos)
Dir.: Kim Nguyen

17) Parada
(Parade, Servia/Eslovênia/Croácia/Montenegro/Macedônia, 115 minutos)
Dir.: Srdjan Dragojevic

(idem, Brasil/Espanha/Alemanha, 90 minutos)
Dir.: Helvécio Marins Jr, Clarissa Campolina

(Joven y Alocada, Chile, 96 minutos)
Dir.: Marialy Rivas

(The Descendants, EUA, 115 minutos)
Dir.: Alexander Payne

(De Rouille et d'Os, França/Bélgica, 120 minutos)
Dir.: Jacques Audiard

(Le Gamin au Velo, Bélgica/França/Itália, 87 minutos)
Dir.: Jean Pierre Dardenne, Luc Dardenne

(idem, Japão, 110 minutos)
Dir.: Naomi Ogigami

(Da-reun na-ra-e-seo, Coreia do Sul, 89 minutos)
Dir.: Sang-soo Hong

9) Looper
(idem, EUA/China, 119 minutos)
Dir.: Rian Johnson

(Halt auf freier Strecke, Alemanha/França, 110 minutos)
Dir.: Andreas Dresen

(Mientras Duermes, Espanha, 102 minutos)
Dir.: Jaume Balagueró

(Your Sister's Sister, EUA, 90 minutos)
Dir.: Lynn Shelton

(La Guerre est Déclarée, França, 100 minutos)
Dir.: Valérie Donzelli

(idem, Brasil, 131 minutos)
Dir.: Kleber Mendonça Filho

(idem, França/Alemanha, 115 minutos)
Dir.: Leos Carax

2) Tabu
(idem, Portugal/Brasil/Alemanha/França, 118 minutos)
Dir.: Miguel Gomes

(Beasts of the Southern Wild, EUA, 93 minutos)
Dir.: Benh Zeitlin


sábado, 15 de setembro de 2012

Crítica: Gates of Heaven

 Este filme envolve histórias interessantes dentro e fora dele: Errol Morris, o diretor, nunca tinha pensado em fazer filmes. Era tido como um cara muito inteligente, mas que não conseguia concluir nenhum projeto. Começou a faculdade de História, não terminou. Depois partiu para a Filosofia, mas também abandonou o curso. Em decorrência por sua paixão por filmes noir e por Hitchcock, decidiu ir para Wisconsin, investigar a vida do serial killer Ed Gein – aquele que deu origem ao clássico Psicose, de Hitchcock. A intenção era escrever um livro, mas àquela época ele já considerava que aquilo poderia virar um filme. O projeto também nunca foi concluído.

Foi então que o diretor alemão Werner Herzog, amigo de Morris, foi até Wisconsin e entregou-lhe um envelope com 2 mil dólares, com um desafio: que Morris prometesse pegar o dinheiro e fazer um filme. Caso o mesmo fosse concluído, Herzog comeria o próprio sapato, que usava na ocasião.

Errol, ao ler uma nota de rodapé de jornal, sobre a falência de um cemitério de animais em Los Altos, na Califórnia, resolveu fazer um filme sobre aquele lugar e sobre o novo lugar de estadia dos 450 caixões de animais que lá se encontravam. O projeto não só ficou pronto, como obrigou Herzog a cumprir a tal promessa, que acabou servindo como protesto por Morris não conseguir distribuição, como também gerou um curta bizarro e sensacional, Werner Herzog Come Seu Sapato. A distribuição para Portais do Céu, depois de tal “protesto”, não demorou a sair.

O resultado é que Portais do Céu não só foi tido (merecidamente) como um dos melhores filmes de 1978, como também marcou o início da carreira de Morris, que mais tarde ganharia o Oscar de melhor documentário por The Fog of War (2004), além de também dirigir obras aclamadas, como The Thin Blue Line – considerado um dos melhores da história – e Procedimento Operacional Padrão (2008).

Este é um documentário cru, com câmeras estáticas e quase imparcial. O diretor simplesmente registrou os acontecimentos, não usou recursos opinativos, como a voz em off, e deixou com que seus personagens falassem o que quisessem, desde questões práticas sobre os cemitérios, até questões filosóficas, críticas ao american way of life ou simplesmente sobre a saudade e o valor dos bichinhos de estimação para os seus donos. Tudo sem maiores julgamentos. É, inclusive, muito fácil um grupo assistir ao filme e cada um ter uma opinião diferente sobre ele e sobre seus retratados.

Bem quadrado, é verdade, mas honesto e muito interessante.

Trailer: 


(Gates of Heaven, EUA, 82 minutos, 1978)
Dir.: Errol Morris
Nota 8,0

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Crítica: Confessions


Ah, o Japão e suas histórias de vingança! Talvez só a Coreia do Sul consiga fazer concorrência com eles neste segmento.

Confessions é um grande exemplar de filme de vingança. Está tão à frente do que costumamos ver que pode até ser comparado com as melhores (ou seriam piores?) tragédias gregas, com toda a sua complexidade, muitas histórias e substanciosos personagens e um requinte de crueldade de dar medo.

Não deixa de ser também um espelho frio de uma sociedade deprimida, que convive com casos de bullying e violência juvenil tão rotineiramente que é preciso veículos assim para fazer parar para pensar e não deixar que isso se torne algo banal.

Confessions vai fundo na análise psicológica de vários personagens, em sua maioria jovens sofrendo de solidão, necessidade de atenção, falta de perspectiva, desvio de valores ou simplesmente ignorância e/ou alienação.

A professora Moriguchi (Takako Matsu) decide sair da escola onde trabalha, mas não sem antes pôr em execução um minucioso plano de vingança contra aqueles que mataram sua filha de quatro anos. No último dia de aula, ela resolve contar aos alunos a verdade sobre os fatos, revela que os assassinos de sua filha estudam naquela classe e explica com frieza o que fez/fará para dar-lhes o troco.

A isto são dedicados os primeiros vinte minutos de película e o que se sucede são as confissões de seis alunos, que ajudam a montar não só o quebracabeças dos fatos, como também a revelar as motivações emocionais de cada um para chegar a tal ponto. São camadas e mais camadas a serem reveladas, num tom épico em slow motion, acompanhado de um trilha sonora ora melancólica ora depressiva, mas nunca desesperada – como se a intenção fosse nunca perder o controle e corroer lentamente os personagens, assim como esclarecer o espectador a conta-gotas.

A fotografia é um espetáculo à parte, de um azul escuro ressaltado e muito gélido, além da execução da concepção de cenas e cenários de um lirismo único.

O filme do diretor Tetsuya Nakashima (de Kamikaze Girls) talvez só peque pelo exagero, no roteiro e nas interpretações, o que é até normal em produções japonesas. Mas mesmo assim é possível enxergar em suas hipérboles verossimilhança e uma crítica feroz a uma sociedade que caminha para o abismo. Caminho que só será interrompido quando se deixar de pagar sangue com sangue.

Trailer:


(idem, Japão, 106 minutos, 2010)
Dir.: Tetsuya Nakashima
Com Takako Matsu, Yoshino Kimura
Nota 8,5

domingo, 22 de janeiro de 2012

Entorno da Beleza é destaque na 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Há certos momentos nos quais é difícil ser parcial. E quão grande é minha alegria em apresentar para vocês o “Entorno da Beleza”, documentário em longa-metragem dirigido por Dácia Ibiapina e produzido por este que vos escreve! Depois de um longo caminho percorrido até a sua finalização, o filme terá na próxima quinta-feira (26), dentro da 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, sua estreia oficial no circuito de festivais e mostras. “Entorno da Beleza” é um dos sete filmes que competem na Mostra Aurora, pelos prêmios da crítica e do júri universitário.

Filmado em Brasília e também nas cidades satélites Recanto das Emas, Sobradinho II, Itapuã e Cidade Estrutural, o documentário revela o universo dos concursos de miss.

Gravado em 2010, ano do cinqüentenário de Brasília, o documentário dirigido pela cineasta e professora Dácia Ibiapina apresenta os bastidores dos concursos de miss realizados no Distrito Federal, com um olhar diferenciado que retrata as belezas e contrastes vividos em um mercado altamente competitivo e cercado de curiosidades.

O objetivo da cineasta era fazer um filme que retratasse o cotidiano da cidade de Brasília e seus arredores (as chamadas cidades satélites), mas o fio condutor deste projeto foi o desenvolvimento de um olhar capaz de desafiar o senso comum, despertando a visão do público para uma Brasília quase desconhecida até então. As histórias têm como fundo os concursos de miss realizados na periferia e revelam em si sentimentos que se completam e contradizem.
Neste universo, tão cheio de belezas, a competição se esbarra com a solidariedade; a alegria de quem vence com a frustação de quem não consegue seguir adiante; o sonho de brilhar na passarela com a vontade de seguir uma profissão; o amor pela família e amigos e a necessidade de deixá-los. Os mesmos corpos que são admirados sofrem com pés machucados, pernas cansadas, procedimentos cirúrgicos agressivos e as dores do dia-a-dia. Entorno da beleza relata os desafios de quem luta para conseguir chegar ao estrelato, nem sempre com sucesso, e, muitas vezes, são obrigados a pagar um preço alto por tudo isso.

O projeto foi criado e desenvolvido por Dácia e conta com uma grande equipe composta por dois diretores de produção, dois diretores de fotografia, dois técnicos de captação de som direto, dois editores, além, de apoiadores e colaboradores. Para a diretora, há ainda muitas pessoas que tratam o assunto com certa indiferença, mas que terão a possibilidade de ver outra vertente do tema, conforme explica: “Muita gente atualmente torce o nariz para esse tipo de evento. Esquecem que as misses estão inscritas no imaginário latino-americano e brasileiro. E o filme deixa isso claro ao abrir com um material de arquivo encontrado da Cinemateca Brasileira, filmado durante o Concurso Miss Brasil de 1954, que elegeu Martha Rocha. Uma temporada de concursos de miss pode ser pensada como um microcosmo social onde se pode observar muita coisa. E é isso que o filme espera de seus espectadores. Mirem-se a si mesmos ao mirarem a beleza e juventude das misses do Distrito Federal.”

Matérias que saíram na imprensa, ficha técnica e outras informações sobre o filme vocês encontram no nosso blog oficial: http://entornodabeleza.com/

Entorno da Beleza será exibido na 15a Mostra de Cinema de Tiradentes no dia 26/01, quinta-feira, às 18h30, no Cine-Tenda, dentro da programação da Mostra Aurora (dedicada a realizadores estreantes ou com apenas um longa no currículo).
 
No dia 27/01, sexta-feira, às 10h30, Dácia Ibiapina participa do Encontro com a Critica, Diretor e Público, no Cine-Teatro.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Os melhores filmes de 2011... que o Brasil não viu

É impressionante a quantidade de ótimos filmes que não chegaram aos cinemas brasileiros em 2011.

Por causa disso, nem pude incluí-los no TOP 2011, para que aquela lista não ficasse tão chata para quem não assistiu aos filmes. Mesmo assim, resolvi fazer um outro ranking, exatamente com estes filmes inéditos no Brasil. Quem sabe algum não interessa vocês, para colocar na listinha de desejos para 2012?


1) A Separação: Casal enfrenta dilema na hora de escolher onde viver. A esposa quer se mudar para o exterior para que a filha tenha mais oportunidades e o marido deseja fica no país e cuidar do pai que tem Alzheimer. Uma das poucas oportunidades de se chamar um filme de obra-prima. Previsão de estreia: 20 de janeiro.

2) O Artista: Hollywood, 1927. George Valentin um astro de filmes mudos teme que a chegada do cinema falado faça com que ele seja esquecido. Uma pérola este filme. Diferente, sensível, com conteúdo e entretenimento em doses acertadíssimas. Previsão de estreia: 10 de fevereiro.

3) Life in a Day: documentário de Kevin Mcdonalds, feito somente com vídeos do Youtube. Brilhante! Este não tem data de estreia, mas está disponível no próprio Youtube.

4) Another Year: drama de roteiro primoroso, com um elenco de primeiríssima.

5) Pina: homenagem do mestre Win Wenders à coreógrafa alemã Pina Bausch. Com exibição em 3D, que só faz aumentar a emoção. Difícil conter as lágrimas. Previsão de estreia: 16 de março.

6) Beginners: o filme de temática gay do ano tem como principal arma a simpatia de Ewan McGregor e a competência em pessoa, Christopher Plummer, que pode levar o Oscar de ator coadjuvante pelo papel.

7) Catfish: falso-documentário que transpira criatividade.

8) Im Himmel, Unter der Erde: documentário sobre o cemitério de Weißensee, em Berlim. Tão bonito que chega a arrepiar.

9) Jess + Moss: filme mais que independente, feito com lindas imagens em super 8, sobre dois garotos que vivem numa casa abandonada no campo. Experimentalismo à flor da pele.

10) Drive: tanto impacto unido a um roteiro excelente não se via nos cinemas há muito tempo. Faz páreo com Laranja Mecânica e  Cães de Aluguel. Previsão de estreia: 24 de fevereiro.

11) Arriety: mais uma pérola do estúdio de Hayao Myiazaki. O maior sucesso do Japão em 2010.

12) Submarine: comédia indie inglesa de diálogos engraçadíssimos e uma trilha sonora deliciosa, assinada por Alex Turner, do Arctic Monkeys.

13) Tomboy: que coisa mais linda este drama francês sobre uma menina que gostaria de ser menino! Previsão de estreia: 20 de janeiro.

14) Win Win: mais uma comédia indie que virou sucesso nos EUA. É para dar boas gargalhadas.

15) Kynodontas: filme grego totalmente experimental que surpreendeu ao ser indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Mas a Academia não foi ousada o suficiente para dar-lhe o prêmio.

16) Enter the Void: mais uma maluquice de Gaspar Noé (Irreversível), só que desta vez das boas. Lisergia total, uma viagem sem comparações. E uma das sequências de créditos mais sensacionais que o cinema já viu.

17) José e Pilar: documentário que mostra de perto José Saramago e sua esposa, Pilar. Além de muito bem montado, é um prazer compreender mais um pouco o modo Saramago de ver a vida.

18) The Throll Hunter: filme de monstro sueco de efeitos ótimos, boa história e atmosfera muito bem construída.

19) Nesvatbov: comédia-meio-documentário mais que hilária, sobre um prefeito que tenta formar casais numa cidade ameaçada de extinção por não ter novos casais e crianças há anos. Bizarro.

20) Abismo Prateado: novo filme de Karim Ainouz, um drama difícil de digerir, enxuto e preciso.  Previsão de estreia: Abril.

21) Almanya - Willkommen in Deutschland: road movie sobre uma família de imigrantes turcos na Alemanha. Roteiro redondinho, filme gracioso.

22) Griff - The Invisible: filme australiano, sobre um jovem que pensa ser super-herói. Mostra como se faz uma comédia de superherói sem precisar de um grande orçamento. Protagonista engraçado e história bem dosada entre a comédia e o romance.

23) O Guarda: filme gêmeo de Na Mira do Chefe (In Bruges), novamente com o incrível Brendan Gleeson no elenco. Humor negro afiado e mais um roteiro bem escrito.

24) As Mulheres do Sexto Andar: divertida comédia francesa com um elenco cheio de espanholas, sobre empregadas domésticas que moram no último andar do prédio onde trabalham. É como um Almodovar francês, com direito também a Carmem Maura no elenco. Previsão de estreia: 27 de janeiro.

25) Ausente: thriller argentino de temática gay, intrigante na medida certa e de muito bom gosto.
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